Comer, Rezar, Amar
Uma jornada de coragem, autodescoberta e transformação
Sabe aqueles momentos em que a sua vida parece toda errada e bate uma vontade louca de jogar tudo para o alto e sumir no mundo? Se você nunca viveu um momento assim, considere-se uma raridade, pois é mais comum do que se imagina, principalmente na vida das mulheres. Eu mesma já vivi mais de uma vez momentos como esse, mesmo que tenha ficado apenas na vontade de sumir no mundo.
Mas com Elizabeth Gilbert o desfecho foi diferente. Depois de enfrentar um divórcio complicado e repleto de perdas emocionais e materiais, a escritora e jornalista sentiu uma vontade louca de dar um tempo de tudo e sumir no mundo. Ela estava solteira e não tinha filhos, portanto ninguém a impedia de realmente sumir no mundo. O problema é que entre a vontade e a execução de um projeto desse gênero, outro fator passa a ser decisivo: como pagar as contas da viagem? Gilbert se valeu de seu capital intelectual para financiar a sua empreitada e vendeu o projeto do livro que escreveria sobre essa viagem, obtendo como adiantamento a quantia que lhe servia para viajar por diferentes países durante um ano. Assim nasceu a ideia de Comer, Rezar, Amar, um dos maiores best sellers da indústria editorial com mais de 8 milhões de cópias vendidas e uma bem-sucedida adaptação para o cinema, estrelada por ninguém menos que Julia Roberts.
A primeira parada de Gilbert foi na Itália, um dos países mais amados de viajantes de todas as partes do mundo há séculos. Na bella Italia, Gilbert aprendeu a língua, fez novos amigos, visitou lugares icônicos e, claro, comeu! Comeu sem preocupação com a balança – ela ganha alguns quilos a mais durante a sua estadia italiana – e, acima de tudo, comeu pelo prazer de comer. Depois de alguns meses na Itália, a escritora segue para um país completamente diferente: a Índia. O objetivo na Índia era cuidar do espírito, entre uma lavada e outra do chão. Os quilos adquiridos na Itália foram rapidamente eliminados com a dieta vegetariana predominante no local, enquanto o espírito inquieto da escritora “sofria” nas longas horas de meditação. Mas Gilbert rezou, rezou e rezou, até que seu espírito começasse a se acalmar. Assim, já com um espírito mais leve, Gilbert rumou para a Indonésia, onde pôde visitar lugares paradisíacos, viver uma vida simples e agradável. Foi na Indonésia que Gilbert conviveu com o xamã Ketut Liyer, que a ajudou a equilibrar corpo e espírito. E, ao fim de sua jornada, Gilbert amou. Se permitiu viver um novo amor com o brasileiro Felipe, que viria a se tornar o seu marido. Porém, o amor de Elizabeth por Felipe somente ocorreu após ela recuperar o amor por si mesma ao fim de sua jornada de descoberta e de autodescoberta.
